sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Catarse.

 Todos os dias antes de dormir, tenho conversado com vocÊ sobre muitas coisas que estão acontecendo comigo. Sabe, nossas conversas são sempre regadas de muita risada, papos cabeça, conclusões precipitadas, análises complexas...

Passamos a maior parte da noite assim, num diálogo que poderia não ter mais fim, até que eu caio no sono e percebo você sumindo aos poucos.

Isso seria bem legal se não fosse apenas uma vontade muito frequente minha. Você não está aqui. Nunca esteve e, talvez, nunca esteja.

Tenho vivido dias intensos e noites insones, com a esperança de que ao olhar o celular pela henesima vez, haverá uma mensagem sua, mas não. Nunca tenho uma mensagem sua, a menos que seja dias depois de responder as minhas inumeras que envio no auge da saudade.

Por que tinha que ser você?

Cara, com tantas pessoas no mundo disponíveis e dispostas à arcar com um relacionamento sadio, por que você?

Contrariando tudo o que eu acabei de escrever, estou aqui imaginando você lendo este texto e me dizendo que 'era só você ter me pedido, que eu seria mais presente'. Como se precisasse pedir, né?

Era isso o que voce sempre dizia em nossas discussões por coisas deste tipo. Os sinais sempre estiveram lá, mas eu não quis ver. Preferi me enganar com as partes boas que inventei de voce.

E elas eram realmente boas. Tanto que me prenderam nesse sentimento até hoje.

O texto está bem mórbido, da mesma maneira que ficou aqui dentro (S2) depois que voce se foi. Talvez, este texto seja a peça que faltava para eu deixar você ir de vez. Sem deixar vestígios e resquícios do que um dia existiu (e que eu reluto para que não morra).

Esero poder ter a oportunidade de um dia, poder te ver frente a frente e dizer tudo isso, em um papo descontraído, sem ressentimentos (e sem este sentimento de perda).

Você foi a pessoa pela qual o 'EU TE AMO' saiu voluntariamente do meu coração e vazou por minha boca, num momento de briga, lembra? hehehe é ridículo lembrar disso agora... Pois é, os meus "eu te amo" nunca foram precedidos de um 'eu também' ou de um ' apesar de tudo'... Era de verdade (ou ainda é...).

Sabe aquela parte do filme A Culpa é das Estrelas, em que o Gus pede pra Lyesel escrever um elogio fúnebre para o pré funeral dele e ela, banhada em lágrimas escreve aquele texto baseado na matemática pra ele? Tem aquela parte que ela diz: 

  • "Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados". 
  • Isso é muito o que eu sinto em relação a você. Meio imaturo pra uma mulher da minha idade, mas o amor não tem bula e manual de instruções.

  • E sim, finalizo este texto dizendo que AINDA e POR ENQUANTO te amo, e muito. E sei que isso depende mais de mim do que de você para morrer de vez, mas saiba que por aqui, estou batalhando para que o sofrimento seja o mais breve possivel.

Bom, acho que era so isso o que eu tinha a dizer.


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