sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Adeus Ano Velho..


Mais um ano e eu aqui, com meu tradicional texto do último dia do ano.
Na verdade, de tradicional não tem nada. Pois eu sempre crio uma nova tradição com o passar dos anos. Antes era o corte de cabelo no dia 31. Depois passou a ser o banho à meia noite. Depois passar na igreja, vir pra casa e dormir. Depois me trancar e ouvir música sozinha. Depois assistir filmes com os sobrinhos. E por último, escrever textos.
Enfim, tradição ou não, preciso extravasar esse ano e expurgá-lo de uma vez por todas.
Não foi um ano fácil, bonito e feliz, mas não foi de todo ruim.
Comecei o ano entrevada numa cama, onde meu orgulho foi tratado na raiz. Aprendi a depender dos outros e respeitar este momento. Aprendi a ficar quieta, na minha, ouvir mais do que reclamar (talvez precise aprender mais um pouco disso) aproveitar mais as coisas simples. Aprendi a ver a beleza oculta num final de tarde pelas grades da minha janela. E esse passou a ser meu momento favorito do dia. Sério, eu piro no entardecer, nos sons do entardecer...
Esse ano eu também ganhei muitas coisas. Sorteios de Internet kkk. Cursos, presentes em dinheiro. E o melhor de todos os presentes, foi ter reencontrado uma amiga de 20 e poucos anos atrás... Que a gnt não se via desde então. Foi mágico, sublime. Como ganhar um prêmio de reconhecimento mundial.
Formalizei minha empresa, ganhei bastante visibilidade em casamentos (esse ano, acho que fiz uns 10 noivinhos). Me programei pra não trabalhar mais com artesanato, mas acho que será necessário adiar este plano kkk. Graças a Deus!
Também conheci pessoas 'passageiras', que mesmo com toda a conexão fria que a Internet nos permite, me deu um afago gostoso. Uns dias de bate papo profundos, intensos, divertidos, quentes, irrelevantes... Até cair na mesmice, esfriar e morrer. Mas faz parte.
Depois tive a árdua missão de fazer a faxina emocional mais difícil de todas, que é expulsar pessoas, coisas sentimentos e manias definitivamente da minha vida. Doeu pra kct, mas foi inevitável. E pretendo levar isso pra vida. O que não soma, precisa sumir.
Agora estou aqui, livre, leve e solta. Ansiosa pelas experiências que 2022 vai me trazer. Mesmo sem querer fazer planos, pra não criar expectativas e consequentemente decepções, vamos na força (mesmo que seja na força do ódio) pra fazer diferente. 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Para Alguém Especial.

É, você não chegou em minha vida num cavalo branco, - na real, estava mais para O cavalo - mas posso dizer que nossa história tinha tudo para dar certo.
Você, como um leão, soube me seduzir com seu charme, cuidar de mim - muito bem e em todos os sentidos - e depois abandonar a carcaça que sobrou.
A gente meio que se 'trombou' do nada e quando fui perceber, já estava reservando lugar pra você sentar do meu lado. Já tinha apelido e reservava parte dos meus créditos em ligações e torpedos.
Penso que da mesma forma que começou, terminou. Tudo muito rápido. Tudo muito intenso. Tudo muito bom. Bom demais para ser verdade.
Foi muito bom o tempo em que passamos juntos. Rimos, dançamos, amamos e fomos amados - acho que eu fui bem mais amada do que amei, na real - e como toda história, teve um fim (será?).
Eu, na real, passei a entender o que sentia por você depois do término (e talvez ainda esteja aqui). Este que até hoje não entendi como aconteceu. Talvez pela imaturidade que tínhamos, talvez pq tinha que ser assim mesmo, talvez... Muitos talvez.
E mesmo em outros relacionamentos, sempre me pegava pensando: "como será que ele reagiria?". Aí metia o louco, sacudia a cabeça e me obrigava a esquecer você. 
Luta inútil. Pois vc está mais presente na minha vida do que pode imaginar. É raro o dia em que não tenha algo que me lembre vc. Até quando eu não quero. De repente, uma música, um filme, uma palavra, um cheiro... E la está vc de novo na minha mente... Por acaso vc não tem nada melhor pra fazer? 
Hoje, analisando o que vivemos, tínhamos tudo pra ser um casal acima da média. Tínhamos nossa privacidade e nossos momentos à dois. Tínhamos nossos amigos em comum e aqueles que a gente não suportava. Tínhamos nossos vícios. Nossas manias. Porém, a gente se entendia.
A gente embarcava nas loucuras um do outro. Era muito bom. Até meus momentos de bad você sabia entender e sempre trazia o diamante negro, a Coca-Cola e o halls preto... Esse era meu vício. E você se tornou meu vício.
Infelizmente, por não saber ser cuidada, passei a duvidar desse cuidado todo e, olhando direitinho, me responsabilizo pelo rompimento - EU DISSE ROMPIMENTO, SINAL QUE PODE VIR A SER NOVAMENTE - eu deixei as coisas esfriarem. Minhas crises depressivas me deram uma rasteira e eu nem quis brigar. Apenas dei tchau e fui embora.
Hoje, revivo muitos momentos bons que tivemos. Em todas as viagens que fizemos juntos. Até as brigas bobas eu sinto saudade. Saudade inclusive do que a gente não viveu.
Loucura né?
Mas sou madura o suficiente para entender que, como amigos, somos muito melhores. E tá bom assim.
Temos o carinho e respeito de sempre. E o que tivemos, como uma bela lembrança.
E se o tempo permitir e for pra ser, um dia a gente se tromba de novo e começa certo (não gosto de falar recomeço e tentar de novo).
Obrigada por contribuir com minha história. 
Ainda tem um sentimento muito bom em mim, reservado pra você.