quinta-feira, 30 de julho de 2015

Vencedores, Vencem Dores

Realizar uma descrição clara da dor, pode parecer doentio. Quando somos alcançados pelo vale da sombra da morte, nossa opção primordial é se livrar dele, oxalá que fosse possível, mas infelizmente não é. Tendenciamos a não querer aceitar, me diga, quem gosta de sofrer? Me diga quem gosta de ter o coração espremido? Quem gosta que lhe tirem um pedaço? 
Então, nossa reação rápida é reclamar, por que comigo, e por que eu. Como se fossemos os seres excepcionais e que não precisamos de moldagem. Mas, o Criador nos conhece, Ele sabe que as arestas precisam ser corrigidas, e sabe exatamente como fazê-lo.
Não é fácil ter sua fé posta a prova, não é fácil ver suas convicções questionadas. O típico: você não é crente? Você não ora?  Humanos não entendem o trabalhar de Deus, humanos não entendem o processo de refino.
Se Deus nos envia para o vale da sombra da morte, Ele nos garante o milagre, mas antes de qualquer coisa, Ele nos garante sua presença. Somos aperfeiçoados diariamente, somos testados e capacitados diariamente.
Se vai ser fácil? Claro que não, mas o resultado vale a pena. O resultado vale a coroa de Glória.

Por Talynin Lacerda, dona do blog Universo em Verso (www.universoemverso.wordpress.com) e colaboradora nos blogs Garota Cristã, Princesa do Conto de Deus e Menina Modesta.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Deserto - por Douglas Cruz

" Quando o deserto for somente seu, absolutamente ninguém vai entender você.

Mesmo que pareça impossível, que te dê vontade de falar poucas e boas, de quebrar tudo, de fugir de tudo e de todos...

Se cale, pare, respire, reflita, chore, reflita de novo, respire outra vez e então se alegre; pelo maravilhoso fato de que ao menos Jesus, a melhor de toda e qualquer companhia estará lá, bem do seu lado junto com o Espírito Santo, O Bom Amigo, para animar e motivar você a continuar caminhando.

Mesmo desacreditado, aparentemente frustrado, alienado aos olhos dos outros... Não se deixe cair na areia e mantenha sua fidelidade, porque só o Nosso Pai conhece os erros, mas também vê os acertos do seu coração.

Ele te ajuda a continuar e vencer, por maior e mais dolorosa que seja a batalha em sua própria mente. "

(( Douglas Cruz ))

Anões na Fé

Um certo domingo, estava em casa, chateada com algumas coisas e mais chateada ainda porque não queria ver ninguém, mas tinha que ir pro culto (sei que isso é feio, mas meu lema é sem capa). Cheguei quase no final do discipulado, e sentei la atrás, pra não ser vista por ninguém, nem ter que dar um 'sorriso amarelo'. Mesmo assim, ouvi as palavras da Pastora Nalva, que falava de 'anões na Fé', que são aquelas pessoas que passam anos dentro da igreja, mas não desenvolvem, não saem do lugar, (neste momento, me coloquei no lugar de um anão na fé) e pessoas que acabaram de chegar no corpo e já alcançam patamares além do esperado...
Fiquei com isso na cabeça e mais chateada ainda, pois como eu sou capaz de permanecer em uma igreja a anos e não ser nada além de um número?  Que vergonha dona Bruna!  Tsc tsc tsc
Mas os dias passaram, minha chateação também... Ness época eu estava de banco, ou seja, o que eu poderia fazer era correr atrás do prejuízo. E estava fazendo isso, mas, tenho um dom incrível de me meter em encrenca e isso estava dificultando um pouco as coisas.
A mensagem do discipulado não saia da minha mente, e eu não sabia o porque...
Ai, um dia, eu em casa, acabou a luz e acendemos velas pra poder fazer janta e poder caminhar tbm. E eu 'briso' muito em detalhes... Fiquei olhando pras duas velas que estavam acesas na minha frente, e do nada, lembrei da mensagem...
A vela grande, pra mim, representou a pessoa que está à anos na igreja, fazendo parte do corpo, mas como um membro 'gangrenado', não faz nada além de ser um número (no caso, o que eu estava sendo). O tamanho dela, representa os anos, o tempo... E a chama, apesar do corpo longo, não ilumina, só faz sombra, sem a ajuda de outras velas, não faz efeito nenhum. Ou seja, está no corpo, mas não 'serve' pra nada. É apenas um detalhe irrelevante.
Em compensação, a vela pequena, tinha menos de 5 cm, mas sua chama estava 'viva', radiante, iluminando... Em outras palavras, representa a pessoa que acabou de chegar no 'corpo', é um 'bebê' na fé, está no primeiro amor, mas já faz um estouro no mundo espiritual, já tem identidade, não depende do tempo ou de ocasiões, chegou e fez a diferença...
Sempre ouvi dizer que não se deve julgar um livro pela capa, nem as pessoas pela aparência. E, essa situação, me fez crer nisso.
Não me envergonho em escrever este texto e dizer estas coisas, (na verdade, só um pouco) sei que tenho muuuuuuuuuuuuuito o que aprender e mudar ainda e, que não será fácil meu crescimento se eu não buscar por isso com unhas e dentes. Se eu não quiser, jamais vou deixar de ser uma 'anã na fé'.
Minha oração, é que a cada dia o Senhor me ensine a crescer sem diminuir ninguém e, que meu brilho no ofusque nem seja ofuscado, mas que ilumine aqueles que não conseguem enxergar. Que mesmo pequena na estatura, o brilho dEle em mim, seja o suficiente para dissipar a escuridão em que eu me permitir estar.

Acho que é isso...

God bless you, my friend!
@brunerrima
#bvamp #bvamp2

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Descubra a relação entre o que você ama, o que o mundo precisa, o que você é pago para fazer e o que você é bom.


Como sabemos, cada pessoa tem um complexo relacionado ao dinheiro. Complexo, segundo Jung, significa uma palavra (ou um campo semântico) que está ligado a um afeto forte. Por exemplo, a palavra Palmeiras pode ser indiferente para você. Mas para um palmeirense, ou para um são paulino, esta palavra simples vai ativar um complexo, ligado às disputas de futebol.

Em suas pesquisas experimentais, Jung observou que existe a possibilidade de termos os complexos mais diversos. Mas dois são especialmente fortes – isso foi publicado antes de ele encontrar-se com Freud:

- complexo sexual-amoroso: desejo, apaixonar-se, saudades, frustrações…

- complexo de poder: superioridade ou inferioridade, dinheiro, posses…

Então, quem está fazendo psicologia ou já se formou necessariamente vai considerar as suas expectativas e a realidade. Por detrás de cada resposta, também notamos o background cultural e a relação direta com o que é possível e o que é impossível realizar.

De certa forma, o texto de hoje continua a questão. Mas expande para outras áreas. Qual a diferença entre ter uma profissão, ter uma vocação, ter uma missão e ter um paixão profissional?

Diferença entre profissão, vocação, missão e paixão

Este texto não é baseado propriamente em um conceito da psicologia, ok? Encontrei a imagem abaixo nas redes sociais e imagino que ela seja bem sintética sobre tais diferenças. E nos ajuda a clarear os anseios profissionais, com a realidade do mercado e do dinheiro. É útil para pensar o que obtemos e o que desejamos obter, com a vantagem de ir além da questão:

- Ganhar dinheiro ou fazer o que se gosta

- Ter um trabalho e ter um hobby

 

Você é muito bom e você é pago – Profissão

Comecemos pelo lado profissional da vida. Ao escolhermos uma profissão temos que levar em conta 2 aspectos básicos:

- Você vai querer acordar cedo nos dias úteis e trabalhar naquela área;

- Você tem talento ou aptidão ou competência para trabalhar nesta área. Além disso, você sente bem no trabalho. O trabalho te realiza.

Quando estamos para escolher uma faculdade ou carreira, nós podemos ter muitas dúvidas sobre as profissões. Afinal, são muitas as opções. Também podemos ser muito indecisos sobre se somos bons em uma área ou não.

Uma técnica muito simples que ajuda-nos a pensar e projetar o futuro é esta –Técnica para decidir

Com ela, conseguimos trazer “o futuro” para o presente e avaliar cada uma das opções que estamos considerando e checar se vamos gostar de ter uma rotina de trabalho naquele tipo de atividade ou não .

Você é pago e o mundo precisa – Vocação

De certa forma, a diferença entre profissão e vocação é tênue. Isto porque o mundo precisa de todas profissões. Para quem não sabe, há não muito tempo atrás a área da psicologia que auxiliava os jovens na escolha da carreira intitulava-se “Orientação Vocacional”. Até hoje encontramos muitas referências catalogadas assim.

Pelo que sei, a “Orientação Vocacional” foi substituída pela “Orientação Profissional” (a única mudança foi praticamente a palavra) porque vocação tem uma forte conotação religiosa. Exemplo, os padres que dizem que sentiram um chamado (uma voz) para o sacerdócio. Tendo uma voz, eles tinham uma vocação definida.

Em minha opinião, não precisamos de todo excluir esta perspectiva de ter um chamado para uma atividade laborativa. Quando sentimos que temos uma vocação para isto ou para aquilo, estamos chegando perto de entender mais sobre nós mesmos. Estas e estas características de personalidade são positivas e vão de encontro ao que o mundo precisa.

Você ama e o mundo precisa – 
Missão

A ideia de uma vocação é bastante próxima da ideia de missão. Mas como uma diferença importante: a missão nesta perspectiva excluiria o foco no fato de ser pago. Podemos trabalhar de graça ou ganhar muito pouco. Mas não importa. Não estamos fazendo pelo dinheiro.

Embora seja um pouco controverso, porque muitas pessoas pensariam que na vocação nós também não teríamos o foco no dinheiro. Entretanto, temos que considerar aquelas pessoas muito especiais que conhecemos que sentimos que nasceram para aquela área. É o profissional de referência, que sentimos que está ali para realizar o seu pleno potencial, o potencial para o qual foi chamado.

E porque não receber por isso? Uma enfermeira maravilhosa e dedicada e que está fazendo o que tem que fazer em sua vida – ser enfermeira – não tem também que as suas necessidades? Portanto, a vocação não exclui as necessidades financeiras.

Quanto à missão, temos uma outra conotação. Me lembrei de uma tradição hindu, na qual depois de uma certa idade (35 – 45 anos), quando os filhos já estão criados (eles tinham filhos muito jovens, a partir dos 15), o pai e a mãe deixam a família e vão buscar a sua missão de vida. Pode ser uma missão espiritual, religiosa, um projeto de caridade ou humanitário.

Em todos estes casos, não há a busca pelo dinheiro. É como no lema do Lions: “dar de si antes de pensar em si”.

Você ama e você é muito bom – Paixão

Por fim, temos a paixão, que não tem esta vertente de altruísmo da missão. No caso da paixão encontramos o nosso hobby. Não precisamos ganhar dinheiro e o mundo não precisa. Podemos aprender marcenaria e ser um péssimo marceneiro, por isso, não receberemos dinheiro nem estamos pensando em contribuir com o mundo.

É uma diversão, um prazer, uma paixão profissional. Quando falamos em hobby, é fácil pensar em artes: pintar, esculpir, tocar um instrumento. Mas não precisa ser só artes. Se você gosta de matemática ou de caça-palavras, de jogar vôlei ou ajudar animais…enfim, pense no que você ama, gosta muito de fazer e, ainda por cima, é bom ou tem vontade de ser bom um dia.

Conclusão

Às vezes, o fato de simplificarmos muito é prejudicial, pois talvez surja a dúvida: mas só isso? O mesmo acontece com a sintetização, ou seja, quando perguntamos como vamos reunir nossa paixão, nossa vocação, nosso hobby em uma única profissão.

Por outro lado, nem sempre é preciso dividir tanto. Talvez a dicotomia uma profissão (que também é vocação) e um hobby (que também é uma missão) seja suficiente para alguns.



***recebi esse artigo por mensagem, sem referências... Mas, acredito que faz parte de um blog sobre psicologia... Ele não é meu *--*