Bem, caros amigos, o enredo deste texto, nada mais é do que a mais pura verdade do que eu estou sentindo agora.
Aos 35 anos e 11 dias, tenho a oportunidade de ter meu próprio quarto. Estranho, né?
Muitas pessoas estão comemorando o carro próprio, casa, apto, casamento, filho... E eu, meu quarto. Dane-se! Cada um se diverte com o que tem, já dizia Chorão.
Mesmo parecendo simples e fútil, valorizo as pequenas conquistas (não despreze os pequenos começos). E está é a primeira pequena conquista com grande significado pra mim.
Hoje, é a primeira noite que estou no quarto que sonhei e planejei por anos. Cada detalhe, cada coisa, mas pq não estou feliz?
Este ponto é o que me preocupa muito. Será que perdi a capacidade de festejar 'as pequenas conquistas', mesmo afirmando isso à torto e à direita?
Posso afirmar que, desde o início de 2019,muitas coisas mudaram pra mim. O decorrer do ano, só trouxe coisas 'inesperadas' e isso me tornou um tanto mais fria que o de costume. Na virada do ano, acreditei que este ano seria melhor, pois nada de pior poderia acontecer, comparado ao ano anterior. E me enganei feio!
Nunca fui de me deixar "contaminar" pelas coisas passadas (talvez um pouco) e sempre optei pela segunda chance (isso não é uma regra aplicável à tudo) para que a oportunidade de ver diferente fosse experimentada, mas tá tenso esses últimos meses.
Este lance do quarto, me tirou da minha zona de conforto, onde eu habitava um local 'comum' da casa, mesmo estando desconfortável e sem privacidade nenhuma, mas era bom. Agora, arrumando cada coisa o lugar, passam vários flashbacks na mente, aí bate o desânimo e a vontade de voltar pra trás.
Não sei como explicar e, as pessoas com as quais conversei, também não sabem como explicar (óbvio, pq é comigo que está rolando e não com os outros). Ou dizem que é fase, ou espiritualizam, ridicularizam ou jogam aquele papo de consciência de que 'muitas pessoas queriam ter o mínimo disso que eu tenho é não estou me empenhando em manter'.
Mas Bruna, é só um quarto! Sim, é um quarto. Mas não SÓ um quarto. Será o meu novo mundinho. Onde habitarão meus pensamentos. Tipo aqueles que me assombram a meses e eu não falo com ninguém sobre. Ou aqueles que me fazem querer acabar com tudo. Ou aqueles que me elevam ao ponto de eu achar que sou a pessoa mais importante do mundo. Ou aqueles que mostram exatamente o contrário. Entendeu a questão? Não é só um quarto. São infinitas possibilidades.
Aqui, na primeira noite, já imaginei mil coisas, assisti 12 episódios de uma série, vi e revi todas as redes sociais, pesquisei por coisas bestas e só consigo imaginar que estou ocupando um lugar que não é meu.
Sem contar a ideia de estar menosprezando o esforço da minha mãe em deixar tudo perfeito para mim. E proporcionar o mais próximo do que eu queria. Sério, não é só um quarto. É um turbilhão de responsabilidades. E eu não sei se vou dar conta.
Aos 35 anos e 11 dias, tenho a oportunidade de ter meu próprio quarto. Estranho, né?
Muitas pessoas estão comemorando o carro próprio, casa, apto, casamento, filho... E eu, meu quarto. Dane-se! Cada um se diverte com o que tem, já dizia Chorão.
Mesmo parecendo simples e fútil, valorizo as pequenas conquistas (não despreze os pequenos começos). E está é a primeira pequena conquista com grande significado pra mim.
Hoje, é a primeira noite que estou no quarto que sonhei e planejei por anos. Cada detalhe, cada coisa, mas pq não estou feliz?
Este ponto é o que me preocupa muito. Será que perdi a capacidade de festejar 'as pequenas conquistas', mesmo afirmando isso à torto e à direita?
Posso afirmar que, desde o início de 2019,muitas coisas mudaram pra mim. O decorrer do ano, só trouxe coisas 'inesperadas' e isso me tornou um tanto mais fria que o de costume. Na virada do ano, acreditei que este ano seria melhor, pois nada de pior poderia acontecer, comparado ao ano anterior. E me enganei feio!
Nunca fui de me deixar "contaminar" pelas coisas passadas (talvez um pouco) e sempre optei pela segunda chance (isso não é uma regra aplicável à tudo) para que a oportunidade de ver diferente fosse experimentada, mas tá tenso esses últimos meses.
Este lance do quarto, me tirou da minha zona de conforto, onde eu habitava um local 'comum' da casa, mesmo estando desconfortável e sem privacidade nenhuma, mas era bom. Agora, arrumando cada coisa o lugar, passam vários flashbacks na mente, aí bate o desânimo e a vontade de voltar pra trás.
Não sei como explicar e, as pessoas com as quais conversei, também não sabem como explicar (óbvio, pq é comigo que está rolando e não com os outros). Ou dizem que é fase, ou espiritualizam, ridicularizam ou jogam aquele papo de consciência de que 'muitas pessoas queriam ter o mínimo disso que eu tenho é não estou me empenhando em manter'.
Mas Bruna, é só um quarto! Sim, é um quarto. Mas não SÓ um quarto. Será o meu novo mundinho. Onde habitarão meus pensamentos. Tipo aqueles que me assombram a meses e eu não falo com ninguém sobre. Ou aqueles que me fazem querer acabar com tudo. Ou aqueles que me elevam ao ponto de eu achar que sou a pessoa mais importante do mundo. Ou aqueles que mostram exatamente o contrário. Entendeu a questão? Não é só um quarto. São infinitas possibilidades.
Aqui, na primeira noite, já imaginei mil coisas, assisti 12 episódios de uma série, vi e revi todas as redes sociais, pesquisei por coisas bestas e só consigo imaginar que estou ocupando um lugar que não é meu.
Sem contar a ideia de estar menosprezando o esforço da minha mãe em deixar tudo perfeito para mim. E proporcionar o mais próximo do que eu queria. Sério, não é só um quarto. É um turbilhão de responsabilidades. E eu não sei se vou dar conta.