Meu espaço de compartilhar minhas 'pensações' e 'brunisses' diárias.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
***Importante***
quinta-feira, 17 de março de 2016
A Sua Foto...
Eu estava zapeando pelo Facebook e encontrei esse texto... Que retrata exatamente como eu me sentia a alguns meses atrás, no que se tratava da pessoa que vivi 'amando' por longos dez anos... Ainda bem que acabou. Mas, assim como nesse texto, a vontade de ressuscitar o sentimento as vezes até assusta...
Boa leitura...
E mais uma vez, eu abri uma página sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu já sorri olhando pra quilo, você não tem ideia. Mas das ultimas vezes, infelizmente não era sorrindo que eu olhava, era com desanimo, com saudade e mágoa misturadas. Porque você tinha que morrer? Porque você tinha que matar tudo que eu sentia? Me obrigar a morrer também. Me obrigar a fingir estar viva pra todo mundo. Me obrigar a não chorar, quando tive vontade de chorar. Vontade de te esmurrar, te dizer que você é um idiota, um babaca, um cretino, um fraco, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca você me surpreendeu. Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você, a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando você me vendo. E tendo ódio de mim. Porque eu quero que sinta ódio. Porque ódio significa alguma coisa, e é melhor que indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha esperança, foi meu futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa rede social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você não vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo. Como uma cerimônia de luto, eu sigo a risca. Mas acontece que você não morreu de verdade, do jeito que eu preferia que morresse. Você está ai vivo, vivendo sua vida, fazendo suas coisas, feliz, tranqüilo, sem sentir minha falta, sem olhar minha foto em rede social. Porque eu não consigo? Porque você não podia ser alguém? Eu esperei muito de você? Não. Eu não esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que ninguém entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como você quis. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu agüentei besteiras. Agüentei tudo. Ajuntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.
— Tati Bernardi.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Desabafo...
Esperando em vão...
Eu me programei a semana inteira, para hoje, escrever um texto top sobre algumas coisas que eu vi, imaginei e pesquisei... Aí, hoje, aconteceram tantas coisas, que até agora, não sei bem se vou conseguir digerir... Estou profundamente triste, de verdade. E, essa tristeza, é consequência das minhas escolhas. Muitas delas, para não 'ferir' ninguém. Sem querer parecer coitadinha, ou algo do tipo. A gente sabe quando é bem quista num lugar ou não, sabe quando gostam da gente, quando apenas nos 'suportam em amor' e quando fingem descaradamente isso. E eu sou muito sensível à isso. Sempre fui 100% em tudo o que eu faço, e 100% nos meus relacionamentos com as pessoas. Mas, nunca ninguém é 100% comigo. Por este motivo, acabo afastando de perto de mim quem realmente quer o meu bem. E isso torna essa dor maior ainda. O que eu mais ouvi hoje é que sou covarde, desertora, infantil, que vão quebrar a minha cara, que eu tenho potencial ou a clássica 'porque você não me procurou'. Não sei as outras pessoas, mas eu sei de cara quando alguém está precisando de algo. E, reconhecidamente, muito egoísta da minha parte, eu tomei essa decisão pensando apenas em mim. Não quis que 'quem me prejudicou' fosse prejudicado. Ninguém me ameaçou, me esbofeteou ou me empurrou da escada, mas também, ninguém esteve disponível pra me ajudar quando precisei (sem generalizar), ninguém me apoiou quando eu pedi opiniões, ninguém acreditou em mim... E isso me entristece, porque eu faço isso com os outros. Não sei matar o sonho dos outros. Sei estar disponível para todos a maior parte do tempo. Mas não posso esperar isso de volta. Aí, quando estou em casa, quando as luzes se apagam, fica a grande questão: E AGORA? E somente o travesseiro e as lágrimas me respondem: FICA DE BOA QUE AMANHÃ É OUTRO DIA... Pois é, ainda tenho muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito o que aprender em relação às pessoas. E, principalmente, de mim. Como eu sempre dizia: eu comigo mesma sou um perigo sozinha. E isso é bem verdade. De tanto ser flexível com os outros, além de me enrolarem, ainda fui muito severa comigo. Acho que era só isso...... Brubjuxxx e Brubraços @brunerrima
sábado, 16 de janeiro de 2016
Feridas, Marcas e Cicatrizes
A Loja do Ferreiro
Na loja do ferreiro existem três tipos de ferramentas.
Na 'pilha de lixo' existem ferramentas:
-ultrapassadas;
-quebradas;
-sem corte;
-enferrujadas.
Elas são colocadas num canto, cobertas por teias de aranhas sem uso para o seu mestre e suas utilidades são esquecidas.
Na 'bigorna' existem ferramentas:
-derretidas;
-fundidas;
-moldáveis;
-alteráveis.
Elas ficam na bigorna, sendo modeladas pelo seu mestre, aceitando o seu desígnio.
Existem ferramentas de muita utilidade:
-afiadas;
-preparadas;
-definidas;
-movíveis.
Elas ficam prontas na 'caixa de ferramentas' do ferreiro, disponíveis para o seu mestre, cumprindo o seu desígnio.
Algumas pessoas ficam sem uso:
-vidas quebradas;
-desperdiçando talentos;
-fogo apagado;
-sonhos destruídos.
Elas são rendidas como os fragmentos de ferro, em desesperada necessidade de reparos, sem noção de propósito.
Outras ficam na bigorna:
-corações abertos;
-famintos para mudar;
-ferimentos sendo curados;
-visões tornando-se claras.
Elas dão boas vindas às dolorosas pancadas do martelo do ferreiro, desejando serem refeitas, suplicando para serem utilizadas.
Outras repousam nas mãos do seu Mestre:
-bem sintonizadas;
-determinadas;
-polidas;
-produtivas. Elas respondem de antemão ao seu Mestre, sem pedir nada, entregando tudo.
Todos nós nos encontramos em algum lugar da loja do ferreiro. Ou nós estamos na pilha (monte) de fragmentos, ou na bigorna das mãos do Mestre, ou na caixa de ferramentas. (Alguns de nós nos encontramos nos três lugares.) E tenho certeza de que você se verá em algum lugar. Descobriremos o que Paulo quis dizer quando falou em se tornar "um instrumento para nobres propósitos". E que se tornar é isto: a pilha de lixo de ferramentas quebradas, a bigorna de refundição, as mãos do Mestre - está é uma viagem simultaneamente prazerosa e dolorosa. Para você que faz a viagem - que deixa a pilha (monte) e entra no fogo, ousa ser martelado na bigorna de Deus, e obstinadamente procura descobrir o seu propósito -, tenha coragem, pois você aguarda pelo privilégio de ser chamado "instrumento escolhido por Deus".
