Bom, mais um texto que será lido somente por mim... Hehehe
[Desde já, deixo claro que, este texto é baseado no 'agora', nas emoções do agora. Não quer dizer que eu esteja nutrindo alguma paixão platônica por alguém ou algo do tipo. É só um texto sobre uma relação interpessoal de amizade entre uma pessoa anti-social (no caso eu) com alguém do mundo virtual.]
Ainda sem novidades quanto à principal função das minhas pernas. E este tempo (60 dias) em repouso, pude perceber muitas coisas. Contrariando partes do texto anterior, pude ver, sentir e perceber os afetos ao meu redor.
Entretanto, são nas relações virtuais que, por incrível que pareça, pude sentir 'verdade' no que me é ofertado.
Atualmente, 6 dos meus 10 amigos são virtuais. E surpreendentemente, são as amizades mais verdadeiras que tenho. Porque não temos a barreira da vivência cotidiana para nos prendermos a manobras de drible de verdades. O que achamos, achamos e fim. Não corremos o risco de fingir. Se não queremos, não falamos (ou fazemos), se queremos, queremos e pronto. Não tem barreiras. Somos livres.
O infinito tempo que tenho gasto com as redes sociais, jogos e filmes está fora do comum. Talvez porque deitada eu não sinta dor. E acessos virtuais não dependem da posição que a gente está, não é? Essa condição abriu um mundo de oportunidades incrível.
Pois bem, conheci uma pessoa em um chat de relacionamentos. Sim, eu me rendo à esta válvula de escape às vezes. É bom conversar com pessoas que possivelmente não veremos nunca (por mais que a gente queira muito). Da uma certa segurança, uma zona de conforto bem louca. Que não nos tira o frio na barriga e as possibilidades de um 'vir a ser'. (vai que, né? Kkk)
Voltando à pessoa, o papo flui naturalmente sobre absolutamente tudo. Desde o comportamento escroto dos machos alfas em sites de relacionamento que se esforçam pra gostar de mulher, até música, religião e o clima. É, são bem legais os nossos papos.
Eu, me categorizo como sapiosexual (não sei se escreve assim e estou com preguiça de pesquisar), então, à aparência é o último quesito (porém não menos importante) que eu analiso. Gosto de pessoas gostosas. De papo leve, fluido, riso fácil... E minha personalidade anti-social deu uma pausa neste período. Que fez com que eu passasse meu telefone no segundo dia de papo. E ainda não o bloqueei. Estranho isso. O que está acontecendo Bruna Ariane? Não sei.
Só acho que conhecer remotamente uma pessoa, me fez bem e me ajudou a quebrar alguns paradigmas que eu mesma criei.
Além do mais, quem não gosta de receber elogios, não é mesmo? (eu mesma, não reajo bem à elogios).
Por mais que o contato seja virtual, a gente cria cenas e castelos em nossa mente, e isso é bem louco mano. Ainda mais no tempo em que estamos vivendo (até as consultas médicas são virtuais) os contatos virtuais são os mais próximos da realidade que temos - Nem eu entendi o que quis dizer com isso.
Sinceramente falando, não é sobre ter alguém elogiando, ou alguém que não me deixe no vácuo ou alguém que me dê 'bom dia' cantarolando o meu nome... É sobre ter alguém que não me conhece, e não faz ideia de onde está se metendo, que simplesmente me enxergou. Aff que meloso isso, né? Mas sem isso não seria eu.
Como ouvi muito nestes últimos dias, sou diferenciada. A vida me ensinou à sempre buscar por aquilo que eu quero e mereço. Seja conhecimento ou objetivos. E eu fiz isso (mais pelo conhecimento do que pelos objetivos) e isso me fez sim alguém diferenciada. Obrigada por perceber isso. Hehehe.
Se vc ler, deixa um comentário kkk.