Você já imaginou a real importancia que voce tem para as pessoas? Ou assim como eu, você finge que isso não importa nem um pouco (quando na real, importa pra kct)?
Não vou me atentar ou me apegar hoje, à pontuação gramatica e grafia correta, pois estou muito cansada e, enquanto me preocupo com isso, muitas coisas estão passando despercebidas por meus olhos e sentidos.
Estive por dois dias em casa, com cólicas e hemorragia. A maioria das pessoas que me cercam, achando que eu estava fingindo, só pra fugir do trabalho (ao qual eu percebi que não me faz mais bem algum). Talvez, ele tenha ajudado a pensar nessas coisas.
Esta semana, também, tive a desconfortável certeza da importância que NÃO tenho na vida de pessoas que eu julgo importante. É triste, bem triste. E a dor da decepção chega à ser palpável e dói, dói pra caramba.
Eu nem tive coragem de falar isso com meu terapeuta, pois a sessão já foi, indiretamente sobre isso, mas não vou falar sobre isso hoje (e talvez, nunca). Vou deixar naquele porão do subsolo das coisas à serem esquecidas e deixadas pra lá. Isso faz mal? Sim, muito. E mostra o quão eu não dou importância para os meus motivos de me importar comigo, antes de descobrir isto nos outros.
Mas enfim, o motivo deste texto é colocar pra fora o que está gritando aqui. E que minha enorme capacidade de não saber me expressar me impede de conversar com as pessoas sobre o que estou sentindo.
Eu, apesar de ser anti-social, deixo algumas pessoas se aproximarem, por debaixo de muito custo, confiar. E o que elas fazem? Cagam na minha confiança.
Eu, como psicóloga, deveria saber que isso é provável de acontecer, pois se trata de pessoas (se fosse com plantas seria mais fácil) e não me importar, mas não consigo não me importar com o desperdício de minha (pouca) confiança.
Uma vez me disseram que a gente 'ensina' como as pessoas podem nos tratar. E eu sempre ensinei errado pra todo mundo. Sempre omiti minha vontade, sempre calei quando algo não me agradava, sempre deixei pintarem e bordarem em cima de mim. Pra quê? (hehehe - risada irônica) pra não ficar sozinha! E eis onde estou, rodeada de todos os fantasmas de relaçoes que só partiram de mim.
Nunca aprendi à ser 'meia'. Eu sou do 8 ou 8000. Se eu decido estar perto de alguém, eu estarei perto desse alguém. E o contrário também. Mas nunca acontece isso do outro lado, e eu acho tudo bem. Trata-se de outra vida. Outra pessoa. E talvez, não me caiba neste momento.
Mas é F#D@ (vixi falei palavrão) voce dedicar seu tempo, noites até altas horas ignorando o sono, pra acolher a pessoa. Engolir o choro pra secar as lágrimas de um 'amigo' e, na hora em que você mais precisa, receber uma desculpa esfarrapada ou saber de acontecimentos importantes por terceiros, pois seus 'amigos' estavam ocupados demais para te dar a noticia.
Nestes ultimos anos, estas situações ficaram mais evidentes, mas eu preferi ignorar e mendigar a atenção dos outros. Afinal, não se pode pagar na mesma moeda. E eis-me aqui, sem nenhuma moeda, rs.
Ainda tenho meus gatos, meus livros, meus cactos e minha vontade de gritar que não preciso de ninguem, quando na verdade, preciso sim. Até pra ser sozinho a gente precisa de alguém.
Talvez as situações bonitinhas de superação e volta por cima, tenham ficado reservadas apenas para filmes adolescentes.
Até este blog, que foi criado à anos, com a intenção de ser um sucesso, que depois se tornaria um livro... Nem minha familia lembra que ele existe kkk. Chega a ser hilário.
Em todo caso, que bom que eles não lêem...
Talvez meu terapeuta tenha razão, estou igual aos tres porquinhos: vivendo em função de fugir do lobo.

