Estou aqui, as 6h57 da manhã desse 8 de setembro, após uma noite turbulenta de cólicas, dores de cabeça e um fluxo absurdamente exagerado, que não me permite fazer mais nada, além de pensar e escrever.
Nesta oportunidade, me apeguei aos 'relacionamentos' mais próximos que tenho. Igreja, trabalho, família, amigos. E repensei cada um deles. Com suas particularidades e peculiaridades também. Tentei não pesar prós e contras para não ser radical demais, mas não consegui.
E fiquei com uma gigantesca interrogação na minha mente: (à essa hora, em que eu deveria estar pronta e saindo de casa para ir para o serviço) que lugar vc ocupa nestes lugares?
Bom, não cheguei à resposta nenhuma, diga-se de passagem. E talvez, se eu tivesse noção disso, em muitos desses lugares eu não estivesse mais.
Com uma análise superficial que fiz entre uma contração e outra (sim, cólicas nada mais são do que contrações) percebi que para algumas pessoas desses círculos de relacionamentos, eu sou apenas 'provisão'. Seja para ajustar alguma coisa, ajudar, ouvir ou apenas estar lá. Para outras, sou à válvula de escape. Pois mesmo em meus piores dias, nunca neguei um sorriso ou uma piada sarcástica para alguém. Para outras ainda, sou só um número para manter o status. Essas, já estou deixando na mão. Pois são as mais fáceis de detectar e decidir se quero continuar sendo um enfeite, ou se abandono o posto e sigo feliz. Essas pessoas não fazem falta, da mesma maneira que não faço pra elas.
Em quase 7 meses de 'quarentena', os sinais da minha importância para algumas pessoas ficaram palpáveis. Tem gente que não sabe nem se estou viva, e está à uma mensagem de distância. Outras só reagem quando posto uma coisa polêmica. Outras fingem desgraçadamente uma saudade falsa. Enfim, não as julgo. Pois também fui bem 'seletiva' nesse sentido. Eu não brigo por lugar na vida de ninguém. Não é orgulho, é autopreservação.
Graças a Deus, primeira e exclusivamente, tenho refúgio em minha família e no dom que Ele me deu. Óbvio, que vira e mexe, me pego olhando mensagens antigas enviadas à 'amigos', que hj nem na minha lista de amigos estão mais. C'est la vie. Como diz Priscilla Alcântara: é só dizer sim ou não, e transformar em solitude a solidão.
Estar só, comigo mesmo, tem me trazído muito aprendizado e me familiarizado com o meu lugar. À não aceitar qualquer companhia por medo da solidão. À não estar em qualquer lugar pra preencher vacuos dos outros. À não aceitar qualquer coisa como afeto. À não dar qualquer coisa como afeto também.
Talvez isso seja amadurecimento ou inteligência emocional. Talvez seja só a ficha caindo mesmo.
Enfim, saber se o lugar que ocupamos é o mesmo à que pertencemos leva tempo, (Eu levei 34 anos!) mas nunca é tarde pra encontrá-lo.
O que quero dizer é que, talvez, a gente perca muito tempo tentando se encaixar nos lugares dos outros, que esquecemos do nosso próprio lugar. Eu consegui perceber isso e, aos poucos, estou mudando o que posso e o que consigo.
Agora chega, que vou tomar outro remédio e um banho, pra ver se consigo descansar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário