sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Amizade para sempre?


Estava aqui, ainda digerindo o ultimo texto, quando me deparei com uma notícia que me levou prontamente para uma idéia de escrita que tive à dias atrás, mas deixei passar. E essa idéia foi exclusivamente sobre amizade.

Durante estes 35 bem vividos anos, acredito que esbarrei com muita gente. De todas as classes, credos, raças, gostos e profissões imagináveis. Sempre me considerei uma pessoa fechada e bem anti-social, mas de alguma forma as pessoas se agradam da minha companhia. E isso é bom (pelo menos em partes). Tem que ter estômago forte para aguentar as minhas mudanças repentinas de humor, minha cara fechada, minha sobrancelha arqueada a 180º, enfim, é preciso gostar de mim para estar comigo.

Também, comecei a consumir inúmeros materiais relacionados ao tema como: filmes, séries, artigos, blogs, textos, etc...

Inclusive hoje, li um artigo sobre o mapa das amizades mediante a pandemia. As conexões mudaram muito e, segundo o artigo, cada pessoa 'percebeu' que pode contar com 5 amigos em média. Daqueles que se pode confidenciar a vida, rir, chorar, ficar quieto apenas aproveitando a companhia um do outro... 

Isso me fez procurar por meus 5 amigos.

Eu tenho muita gente ao meu redor, mas não consegui achar as 5 com quem posso contar pra QUALQUER COISA, sabe? Isso me deixou bem triste, à princípio. Pois eu pensei que eu tinha amigos! E a pandemia apenas me 'ajudou' a enxergar quem está COMIGO e quem só está ao MEU LADO.

Obviamente, o conceito de 'amizade para sempre' caiu por terra em um piscar de olhos.

Eu tenho amigos sim, e os que estão mais próximos, são aqueles que estão a milhares de quilometros de distância de mim (exceto minha mãe). E contando estes próximos, não chegou a cinco pessoas. Triste, né?

Eu sempre me dou demais em todas as relações que me proponho a entrar. Não tenho meio termo. E meu senso crítico de 'sentir' as pessoas é bem aguçado, ou seja, é muito difícil a minha primeira impressão sobre alguém falhar. Portanto, se me ver com a sobrancelha arqueada com a presença de alguém, não questione, apenas viva o momento (prometo não dar show). E eu também não aprendi a ser falsa, ou superficial. Se eu amo, eu amo loucamente, se eu não gosto, não gosto mesmo.

Minha avaliação também partiu do princípio da minha situação profissional. Dá pra contar quantos 'amigos' compram de mim. Na real, meus clientes são mais amigos que os ditos ''''''amigos'''''.

A anos aderi às amizades virtuais. Tenho grandes amizades a anos, que nem sei o cheiro da pessoa, estatura e estes detalhes que nos vinculam às pessoas, mas a maioria está lá quando preciso de um 'ombro'. Claro que a presença física é importante, mas aprendi nas aulas de psicoterapia, que precisamos ESTAR com as pessoas quando nos propomos a isso, não apenas no físico, mas 100% ali. E eu consigo ter estes vínculos com minhas amizades virtuais.

Eu tive a honra de fazer amizades verdadeiras na vida, que mesmo após anos longe, o vínculo não se quebrou. Não nos falamos todos os dias, não nos vemos nunca, mas estamos ali, a uma mensagem de distância. Sou imensamente grata por estas amizades. Deus me abençoou sem reservas nisso.

Acho que já me estendi demais. Dois textos no mesmo dia, haja inspiração, né?

Até a próxima.


ah, se alguem leu até aqui, deixa ai um comentário sobre as suas amizades.


Bjuxxx












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