Estava aqui, pensando na vida enquanto nutria uma discussão sadia com o crush pelo WhatsApp.
De repente, um assunto delicado foi tocado e, ao mesmo tempo, passei a mão por cima da cicatriz dos pontos da cirurgia que fiz.
A cicatriz doeu. E a lembrança tbm.
Comecei a pensar na cicatriz, e passei a evitar o espaço que ela ocupa para não cair na tentação de arrancar as 'casquinhas' da cicatrização. Pensei na dor maior que isso geraria e no transtorno. Ir ao hospital de novo, e ter que passar por todo o processo, só que dessa vez, acordada e sem anestesia. Sentindo tudo. Outra vez.
E logo em seguida, me veio à mente o pq de eu não ter este cuidado com as minhas emoções. Sempre estou revisitando e tirando as casquinhas das coisas que já eram para terem sido curadas, mas eu sempre arranco a merda das casquinhas, vejo sangrar, sinto a dor e revisito o local da dor. Acordada e sem anestesia.
Tá certo, por vezes não é de propósito, como dessa vez. Um gatilho foi disparado e, quando eu percebi, já estava sangrando. Sem nem ao menos ter a oportunidade de evitar o local marcado pela cicatriz.
Tá ai a explicação do pq algumas feridas nunca fecham. Pq nós sempre estamos cutucando essas feridas.
A gnt é meio masoquista, às vezes... E não dá nem pra ficar elaborando muita coisa pra camuflar a nossa total incapacidade de lidar com certas coisas. A vida nos empurra pra situações em que sempre vamos disparar estes gatilhos. O verdadeiro 'atura ou surta'.
Minhas cicatrizes da cirurgia, estão bem. A recuperação está rápida. Por fora a pele está bem tratada, quase imperceptível. Porém, por dentro, vai levar um pouco de tempo ainda pra fechar.
As cicatrizes da alma, por outro lado, estão inflamadas. Demoram uma vida para fechar. E nunca será por completo. Mesmo fechadas e cicatrizadas, ao mínimo toque, vou perceber que estão lá, as vezes vão até doer. Outras só me farão lembrar do pq foram abertas.
Das minhas cicatrizes, físicas e emocionais levo a lição de que elas estão ali pq algo precisou ser tirado para que eu pudesse continuar vivendo. Melhor? Talvez. Porém sem dores desnecessárias.
A menos que eu provoque a dor.
De repente, um assunto delicado foi tocado e, ao mesmo tempo, passei a mão por cima da cicatriz dos pontos da cirurgia que fiz.
A cicatriz doeu. E a lembrança tbm.
Comecei a pensar na cicatriz, e passei a evitar o espaço que ela ocupa para não cair na tentação de arrancar as 'casquinhas' da cicatrização. Pensei na dor maior que isso geraria e no transtorno. Ir ao hospital de novo, e ter que passar por todo o processo, só que dessa vez, acordada e sem anestesia. Sentindo tudo. Outra vez.
E logo em seguida, me veio à mente o pq de eu não ter este cuidado com as minhas emoções. Sempre estou revisitando e tirando as casquinhas das coisas que já eram para terem sido curadas, mas eu sempre arranco a merda das casquinhas, vejo sangrar, sinto a dor e revisito o local da dor. Acordada e sem anestesia.
Tá certo, por vezes não é de propósito, como dessa vez. Um gatilho foi disparado e, quando eu percebi, já estava sangrando. Sem nem ao menos ter a oportunidade de evitar o local marcado pela cicatriz.
Tá ai a explicação do pq algumas feridas nunca fecham. Pq nós sempre estamos cutucando essas feridas.
A gnt é meio masoquista, às vezes... E não dá nem pra ficar elaborando muita coisa pra camuflar a nossa total incapacidade de lidar com certas coisas. A vida nos empurra pra situações em que sempre vamos disparar estes gatilhos. O verdadeiro 'atura ou surta'.
Minhas cicatrizes da cirurgia, estão bem. A recuperação está rápida. Por fora a pele está bem tratada, quase imperceptível. Porém, por dentro, vai levar um pouco de tempo ainda pra fechar.
As cicatrizes da alma, por outro lado, estão inflamadas. Demoram uma vida para fechar. E nunca será por completo. Mesmo fechadas e cicatrizadas, ao mínimo toque, vou perceber que estão lá, as vezes vão até doer. Outras só me farão lembrar do pq foram abertas.
Das minhas cicatrizes, físicas e emocionais levo a lição de que elas estão ali pq algo precisou ser tirado para que eu pudesse continuar vivendo. Melhor? Talvez. Porém sem dores desnecessárias.
A menos que eu provoque a dor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário