Bem, como posso começar este texto sem chorar (mais do que já estou) ...
Sem pretensão de ser a mesma menina romântica que venho sendo a 35 anos, mas já sendo...
Acabo de assistir à uma série, que relutei muito por sinal, mas que me rendi e fui até o fim (engrossando minha lista de três coisas que fiz até o final – chupa essa procrastinação) e ela me deixou mais mexida que o habitual.
O plano era assistir e partir pra próxima, como sempre faço.
But, automaticamente, ao final do último episódio, mergulhei em memorias e no google imagens e fiquei vendo fotos de momentos em que eu estava Feliz! Sim, eu realmente era feliz naquela época.
Eu tinha uma espécie de ‘cegueira emocional patológica’ que me impedia de ver realmente como as pessoas eram e me deixava levar, para não ficar sozinha e para parecer legal.
Lia muito, sobre tudo, para sempre ter um bom assunto com quem quer que eu estivesse. Me policiava, pois, às vezes, eu parecia chata por sempre ter uma história sobre algo (acredite, minha vida foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito louca e conheço muita gente, das mais diversas culturas, religiões e práticas duvidosas hehehe). Isso fez (e ainda faz) com que eu sempre tenha uma experiencia para compartilhar.
Agora, estou escrevendo enquanto assisto à um dos milhares de filmes natalinos na Netflix, e como estes clichês mexem com coisas que estão dentro do subsolo do fundo do poço das coisas que não queremos mexer.
Perdi minha lista de expressões em inglês para substituir um palavrão!
A aleatoriedade do assunto deste texto demonstra como estão as emoções aqui dentro (e também dá pra saber como meu terapeuta se sente na sessão) E ISSO ME DEIXA MAIS TRISTE.
Estou numa vibe tão down que não tenho mais Ânimo absolutamente para nada. Não consigo me concentrar para produzir, não consigo desenvolver projetos novos, não consigo me abrir, não consigo fazer nada além de me deitar e ficar brincando com a insônia durante a noite e com a hipersonia durante o dia. Isso é bem chato e está começando a me deixar mal de verdade. Tenho até medo de pensar em uma nova onda de depressão. Não sei se eu aguento outra.
Enfim, as fotografias tem o poder de nos transportar por emoções muito loucas. Vi fotos minhas, tiradas em um momento em que eu estava apaixonada (RISOS IRÔNICOS) eu tirava foto todo dia, me arrumava, me MAQUEAVA, gastava tempo com coisas fúteis como mensagens melosas, bilhetes perfumados e muito dinheiro investido em presentes e artigos para adultos (não conta pra minha mãe).
E, como tudo na vida, o romance acabou. Meio trágico e sem nexo, mas acabou (hoje posso dizer GRAÇAS A DEUS POR ISSO) e com ele foi embora a Bruna daquele tempo.
Passei a evitar pessoas, sentimentos e tudo relacionado à romance (menos os filmes da Netflix), deixe pra lá tudo e todos os que ameace o mínimo de felicidade que exista. Ou seja, eliminei os riscos. E com eles as excelentes oportunidades que possam (ou não) aparecer.
Mas Bruna, se você sabe a causa e o antidoto, porque continua? Porque talvez, eu seja masoquista.
Eu adoraria que alguém realmente tivesse a coragem de ler este desabafo e falasse comigo sobre. Meu celular, travesseiro e teto do meu novo quarto já estão cansados.

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